sábado, 14 de setembro de 2013

Sufoco

O sentido perde o tom,
sinto o mundo fechando em minha volta.
Como foi que isso aconteceu?
Estou sem saida provável, meus lamentos são em vão.
Não tenho trabalho remunerado.
Dependo do meu companheiro finaceiramente.
Sem autonomia para comprar uma calcinha, um batom, um esmalte.
Vestido, calçados, bijouterías nem pensar!
Lazer nehum,
Amo dançar, e não vou a baile nem a boite.
Quando tem uma festinha na vizinha, ele não quer ir.
Passo o dia animada, cheia de espectativas, na hora me arrumo.
E ele diz; Não vou, vá você!
Não quero sair desacompanhada, quero ir com ele.
Sei que na festa, só tem casal, por que eu iria sozinha?
Se vou e digo que ele não quis ir, ele me chinga!
Quer que eu minta, fico tão sem graça.
Prefiro não ir, fico aqui, na internet, no facebook tentando um pouco de companhia.
Sempre que saimos, ele toma umas cervejas, e quando voltamos pra casa, ele quer fazer DR.
Apenas ele quer falar; e senta a pua, fala coisas absurdas.
Sempre a mesma conversa; Ele diz; Se você não voltasse, eu teria qualquer mulher que eu quizesse aqui dentro de casa.
Nova, novinha, mulher mais velha, qualquer uma, que ele podia escolher.
A ultima foi a pior, fomos em um aniversário.
Quando chegamos em casa, eu ria de canto a canto da boca, tinha sido divertido.
Eu estava feliz.
Ai ele começou, que eu não era a unica mulher na vida dele.
Nunca fui.
Que faz muito tempo que ele não me aguenta mais.
Que não estamos juntos, e que eu fosse para o diabo que me carregasse!
Depois de tanto tempo, tantas brigas e perdões. creio que não dou conta mais.
Me sinto esgotada.
Pronto, falei!

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Enfim, voltei!!

Voltei!  Demorou mas consegui recuperar meus blogs,

Ufa! Alivio de alegria,

vou dizer que eu sorria, ainda mais sonho agora.

Gosto disso, de escrever, mesmo sem talento.

Sem criatividade brilhante,

nem, nem, nem.

Vou fazer o que gosto.


domingo, 18 de novembro de 2012

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O que é que você tem?

Eu tenho saudades, sofro distancias tenho lonjuras como Caio Fernando de Abreu.
Hoje choro a saudade de minhas filhas, meus pais, irmãns sobrinhos e amigos distantes , más tão distantes, que alguns deles partiram para outro plano espiritual, ou pro Céu, ou pra outra vida, cada um diz o que quer.
Estou chegando aos meus 57 anos de vida, se sofri? quem não?
se sorri? muito
se curti um pouco de tudo, e tudo de uns poucos, há isso é fato.
Virou história, aventurei pela vida romãntica, me joguei sem para-quedas, mergulhei sem colete salva-vida, fui fundo porque sempre achava raso, queria sempre mais.
Arrisquei em vôos solos e em pares, sem plano de vôo, corri montanhas e campos, mares e florestas sem mapas, búsolas ou guias.
Sou extremista, quando esfria eu congelo, quando esquenta eu derreto.
Não entrei numa de reflexão ainda, nem sei se um dia farei.
Sigo ainda a corretenza sem procurar aonde me agarrar, livremente meu espiríto segue os instintos como um animal humano, sempre e sempre com amor, respeito e consideração.

 


domingo, 18 de julho de 2010

Resenha do livro Caim, de José Saramago

Caim - José Saramago


E agora José?

Saramago, bombardeou de questionamentos as cabeças de leitores mais experientes e exigentes. De suas obras mais conhecidas, li A Caverna, O Ano da Morte de Ricardo Reis e Caim.

Caim ele escreveu com mais de 80 anos, com a ironia jovial e rebelde de um grande pensador. Poucos personagens biblícos, foram poupados. Claro que de maneira irônica e questionadora que é a tônica da narrativa.

Não configurando qualquer tipo de desrespeito. Saramago escreveu como um bom e ativo observador de mente aguçada e interpretativa.

Um livro de um pouco mais de cem páginas, que ao terminar de ler fica a pergunta.

Aonde mais beber dessa fonte? Criativa e instigante a esticar a alma dos leitores?

Aconteceu que ao ler a ultima frase desse livro, entrei na internet e lá estampava a manchete: Morre José Saramago.

Quero crer que esteja a discutir as escrituras com o todo poderoso.

O autor dessa obra conta a velha e já conhecida história de Caim, aquele que matou Abel seu irmão.

Deus perdoa Caim, de alguma forma seu pecado o eleva a condição de homem comum, e sendo assim ganha as vantagens de também cometer erros se arrepender e continuar sua vida pecando normalmente como todos nós.

A diferença é que a forma de Caim se redimir se torna mais um prêmio que um castigo.

Contada pelo próprio Caim, sua vida se transforma em viagens ao passado e ao futuro como se tivesse a tão almejada máquina do tempo.

Um dos melhores trechos da narrativa acontece quando Caim encontra Noé e sua familia, executando a ordem de Deus para construir a famosa Arca de Noé.

Se bem que o livro é todo recheado de melhores trechos.

Chega a ser hilário o transcorrer do episódio.

Paro por aqui, melhor é recomendar a leitura desse relato que é apenas mais um dos impressionantes, deixados aqui para nosso deleite e reflexões por José Saramago.

Leiam sem bater. ( empolguei com o livro Caim)

terça-feira, 8 de junho de 2010

Esqueletos

Velório do meu pai.

Eu vou contar como foi, que horror!
Eu com 7 anos, a caçula da familia de 9 irmãos, 3 homens e 6 mulheres.

Adormeci em um sofázinho que tinha no quarto de meus pais, lá pelas 2h da manhã, acordei e vi minha mãe e minhas irmãs todas vestidas de preto atravessadas na cama de casal adormecidas.

Sai dali e quando cheguei na copa, vi na sala logo em frente, o caixão com o corpo.

Olhei em volta, várias pessoas sentadas em cadeiras, banquinhos, sofás, nas duas salas.

Todas dormiam!!

Com as cabeças pendendo para um lado.

Eu estava sózinha!!!

Só eu cordada, em um velório do meu pai, a casa cheirando a vela e flores.

E numa penumbra, aonde não tinha energia elétrica, só candeia e lampiões.

E eu não tinha visto nada daquilo acontecendo, a chegada do corpo, as mulheres da familia se vestindo de luto.

Nada!

E acordei com essa cena, o povo que ali estavam eu nem conhecia, e com aquela iluminação fraca, eles pareciam fantasma.

Sai correndo quando ouvi vozes vindas do quintal, aliviada porque tinha gente acordada.

Quando me afastei bem e já fora da casa, que susto!

A cena era surreal demais para uma garota da minha idade...

Depois eu conto o resto, é doloroso demais para mim, que amava o meu pai acima de tudo.

sábado, 1 de maio de 2010

Resenha do livro A Cabana

Depois de passar por uma tragédia familiar, Mark passa a viver momentos de grande tristeza, vive questionando os designo de Deus e desacredita que ele seja mesmo bom.


Ao contrário de sua esposa Nan, uma mulher que acredita na bondade de Divina uma mulher de fé inabalável.

Juntos tiveram 5 filhos, que segundo o narrador todos lindíssimos, beleza que "pegaram" do pai, pois pra ele sua mulher conservava a dela.

Depois de um certo afastamento, um dia Mark pedi seu amigo Wille, que escreva pra ele essa experiência de um fim de semana que ele passou com Deus. Pois ele gostaria de deixar por escrito para sua família, sua mulher e filhos que ele ama muito.

Wille atendi ao pedido do amigo e relata todos os pormenores desse encontro inusitado, nesse incrível livro, A Cabana.

Esse encontro aconteci numa cabana abandonada perdida na mata, um lugar onde ele jamais pensou em voltar.

Mark convive de forma presente com Deus, dialogando, fazendo refeições e com a oportunidade de resolver todas as suas duvidas sobre o perdão e outras angustias relacionadas a fé, a Igreja e a religião.

O livro é fácil de ler, os olhos deslizam sobre as palavras escritas como se estivessem de patins.

E durante e depois da leitura, a reflexão acompanha o leitor questionando sobre assuntos importantes, antes feito por quem lê.

O que mais encantou nessa obra, é que ela nos leva a refletir sobre todos os temas que o autor aborda.

Adorei esse livro, o primeiro que li desse autor. Porque as minhas duvidas e respostas, também estavam lá na cabana de forma surpreendeste, na narrativa de William P. Young.