terça-feira, 8 de abril de 2008

ACAMPANDO...


Terça-feira, 8 de Abril de 2008

ACAMPANDO NAS MARGENS DO RIO CARAÇA...
Sempre saímos no final de semana da cidade, para acampar.Fui numa sexta-feira,depois do trabalho 19h mais ou menos.Deixamos para trás,o barulho,o transito,o chefe a famiília e os queridos vizinhos.Pegamos a estrada eu e meu gato.O carro,um fuscão vermelho que batizei de Abraanhão.Não só para homenagear,mas por ser da mesma geração praticamente.Ele ficava na porta do meu trabalho,com tudo dentro.Todo equipado para a aventura.Barraca,colchonetes,travesseiros roupa de cama mesa e para o corpo.Fogareiro,jogo de panela e utensílios variados,para preparar e consumir os alimentos.Devidamente escolhidos e alguns pré-prontos.Como os legumes, levava cozidos com casca embalados separadamente.Iam tudo na caixa de izopor junto com as carnes para churrasco, com muito gelo em barra para durar mais.Afinal era acampamento selvagem!Sem banheiro,energia elétrica,tudo no improviso.Banho no Rio Caraça,geladooooo...Banheiro? No matinho.Chegamos,armamos a barraca,organizamos o movimento.Carvão nas pedras,espeto na carne e cerveja gelada.Satisfeitos,íamos nos lavar no rio,apenas molhava as pontas dos dedos e passava nos olhos.Na boca e nas partes mais nescessaria de limpeza.Dormimos ao ar livre!Só nos colchoes!Ao acordar,meu bem disse que ai comprar uma galinha e quiabo.Para o nosso almoço, saiu do acampamento as 7h depois do café. Notei que tinha chegado mais campistas,ao todo éramos em 3 barracas.
Passei o dia fazendo amizade,tira-gosto e jogando baralho.
Meu bem chegou as 19h no campig,acompanhado de uma galinha.
Como saiu para conseguir uma para o almoço,quis saber porque demorou 12hs para voltar.
Ele explicou:Saiu se informando com o povo da cidade quem tinha galinha para vender,
Encontrou um rapaz muito atencioso,que levou ele ate a casa de uma senhora.
que comercializava a penosa,comprou e foi convidado gentilmente para tomar uma pinga.
Prontamente foi obrigado a aceitar,não podia ser descortês.
A pequena e agradável cidade tinha apenas uma rua,com uma Igreja Católica,
e dezenas de butecos.Fizera um tour por todos eles tomando uma.
Enquanto me contava o acontecido,colocava a penosa de pé,e ela caia de lado,
tornava a colocar, ai ela caia do outro lado.
Entendi falei, a bichinha ta de pilequi,alias os dois estavam.
A galinha não parava de pé,ele estava melhorzinho,por ser maior,e estar acostumado com álcool.
Coloquei ele para dormir depois de um banho geladoooo no rio.
Soltei a pobre embriagada,e deixei por ali.
Ao acordar procurei por ela,tinha desaparecido.
Ainda bem, pensei aliviada,desta vez ela escapou de ir parar na panela.
E eu de não precisar matar um bicho,Deus me livra!

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